Aprenda como fazer uma reserva de emergência

Todo mundo deseja manter suas finanças sob controle, afinal, conseguir equilibrar as contas é garantia de tranquilidade. No entanto, isto nem sempre é tarefa fácil, especialmente para aqueles que têm uma relação instável com o dinheiro e, por não se planejarem, tornam seus gastos maiores do que os ganhos.

Uma das lições básicas da educação financeira é compreender a necessidade de se criar um fundo emergencial. Como o próprio nome diz, é preciso guardar dinheiro para as situações críticas, de maior necessidade.

A reserva financeira de emergência funciona como um “colchão” de segurança, aquele recurso reservado para os momentos em que ocorre algo fora do planejado. Entender a importância de se resguardar economicamente é fundamental para lidar de maneira saudável com as finanças. Por isso, é primordial se preparar.

Fique atento às dicas que preparamos nesse post e veja o que pode ser feito para economizar dinheiro. Confira!

Quando é importante ter uma reserva de emergência?

Inúmeras situações adversas, previstas ou não, podem ocorrer de uma hora para a outra e descontrolar a rotina financeira. Em caso de desemprego, por exemplo, contar com um fundo emergencial é a melhor alternativa para amenizar as dificuldades de períodos angustiantes como esse.

Problemas de saúde também podem acontecer inesperadamente, demandando gastos extras. Assegurar o provisionamento de recursos de antemão ajuda a diminuir o transtorno emocional de lidar com problemas desse tipo.

O pagamento de dívidas é outro caso que pode se tornar emergencial. O ideal é manter controle sobre as despesas para evitar endividamento, mas, caso ocorra, deve-se acionar a reserva sem arrependimentos. Pagar de uma só vez implica na possibilidade de negociar descontos, enquanto deixar para depois significa prolongar a dívida e aumentar os juros.

Outro exemplo de emergência é a reposição de bens materiais, como um problema inesperado com o carro ou a necessidade de intervenções e reparos em sua residência.

Quanto é preciso guardar?

De acordo com especialistas, a reserva de emergência deve ter recursos suficientes para cobrir um período mínimo de três meses. Quem quiser uma margem maior de tranquilidade pode estender esse intervalo por até um ano.

Na prática, isso significa que se a soma das suas despesas fixas com as temporárias der, por exemplo, R$ 2 mil, você deverá assegurar uma reserva com recursos entre R$ 6 mil (três meses) e R$ 24 mil (12 meses).

Como fazer na prática uma reserva de emergência?

Há quem pense que criar uma reserva de emergência é praticamente impossível, pois se já é difícil fechar as contas no fim do mês sem ficar no vermelho, como fazer para guardar dinheiro? Por incrível que pareça isso é viável, desde que se tenha planejamento.

Para começar, é preciso conhecer todos os gastos mensais que você tem. Ao detalhar seus custos, você irá observar que há uns que são fixos e outros não. O aluguel, o condomínio, a luz, a água, a internet, o supermercado e as mensalidades escolares, por exemplo, são aqueles tipos de conta que sempre irão chegar para você.

Mas há as despesas eventuais como é o caso da compra de um eletrodoméstico, uma roupa ou um presente. Por essa perspectiva, também estão a ida a um restaurante, ao cinema, a um show, uma viagem, isto é, gastos que podem aparecer uma vez ou outra.

Há ainda as despesas temporárias, que vão perdurar por maior tempo no orçamento, mas têm prazo definido. É o caso de um financiamento, uma compra parcelada em muitas vezes ou um remédio para o tratamento de saúde.

Ao fazer esse exercício de identificação do orçamento, você visualizará claramente seus gastos para, em seguida, somar as despesas fixas e temporárias e saber quanto dinheiro precisa ter por mês. E essa será a referência para criar a sua reserva de emergência.

Você observou que neste cálculo da criação da reserva de emergência não incluímos as despesas eventuais? Guardar o dinheiro destinado a estas despesas é uma ótima maneira de iniciar sua poupança.

Outra maneira de assegurar recursos é economizar o que for possível nas despesas fixas e temporárias. Algumas alternativas são: reduzir a conta de luz; fazer substituições e priorizar promoções no supermercado; aproveitar descontos em pagamentos antecipados de mensalidades escolares; e negociar condições mais tranquilas de financiamento.

Dito isso, você pode estar pensando que o dinheiro a ser economizado não será suficiente para atingir o valor necessário da reserva ou irá demorar muito tempo para conseguir alcançá-lo.

É aí que entra outro passo importante desse propósito: fazer o dinheiro render, investindo o valor que você economizou. Para isso, é preciso conhecer as aplicações disponíveis no mercado.

Onde começar a investir suas economias?

Um aspecto importante de ser observado nesse contexto é que o investimento tenha alta liquidez, de forma que não haja surpresas quando for necessário resgatar os recursos da reserva. Sendo assim, é importante que você saiba reconhecer algumas nomenclaturas utilizadas pelo mercado:

– Liquidez imediata ou D+0: o dinheiro entra na sua conta no momento do resgate;

– Liquidez diária ou D+1: o dinheiro entra na sua conta no dia útil seguinte à solicitação do resgate;

– Liquidez D+30: o dinheiro entra na sua conta 30 dias após a solicitação do resgate;

– Liquidez no vencimento: o dinheiro entra na sua conta na data de vencimento determinada na ocasião em que você fez o investimento.

A recomendação dos especialistas é sempre diversificar a carteira de investimentos, pois os que possuem alta liquidez costumam apresentar menor rentabilidade.

Para criar a sua reserva de emergência você pode contar com o auxílio da W1, que irá ajudá-lo a fazer um planejamento financeiro detalhado. Entre em contato com um consultor para entender melhor o nosso trabalho!

Fonte: Blog Genial Consultoria