Fundos de investimentos: o que são e como funcionam?

Os fundos de investimento são aplicações financeiras nas quais o dinheiro de diversas pessoas, chamados de cotistas, é gerido de forma comum. São comparados a condomínios, em que os investidores compram cotas e conseguem investir em diversos produtos financeiros mesmo sem ser necessário um valor alto de investimento.

O total dos recursos de um fundo é dividido em cotas, as quais sofrerão alterações de preço conforme a valorização ou desvalorização do patrimônio total do fundo. Os investidores possuem cotas, mas a propriedade dos ativos que compõem a carteira pertence ao fundo, que é uma pessoa jurídica. Os principais fundos de investimentos são:

Renda fixa

Ações

Cambial

Multimercado

Imobiliário

Previdenciário

  • CUSTOS

– Taxa de administração: Serve para cobrir os gastos com a prestação de serviços do administrador, gestor, distribuidor, custodiante e demais instituições envolvidas na operacionalização do fundo. É expressa em termos anuais (exemplo: 2% ao ano), mas cobrada diariamente. O valor da cota já é líquido da taxa de administração.

– Taxa de performance: Quando um fundo é vinculado a um indexador e a rentabilidade do fundo em determinado período excede a deste indexador pode ser cobrada a taxa de performance, apenas referente à parcela que excede o indexador.

– Taxas de carregamento: Em alguns fundos de previdência são cobradas taxas de carregamento na entrada e na saída (e, em alguns casos, até na portabilidade). Tenha muita atenção, pois parte da rentabilidade do fundo pode ser perder devido a essas taxas. Negocie “taxa zero”.

  • PESSOAS ENVOLVIDAS:

– Administrador: responsável por diversas atividades do dia a dia do fundo, como por exemplo: calcular e divulgar o valor da cota e do patrimônio líquido, disponibilizar extrato mensal aos cotistas, manter o registro dos cotistas, entre outros.

– Gestor: é quem emite as ordens de compra e venda dos ativos da carteira do fundo. Essas operações deverão estar alinhadas com a política de investimento e o tipo do fundo.

– Custodiante: responsável pela guarda dos ativos que compõem a carteira do fundo. Também é quem envia dados e informações sobre o fundo para o gestor e administrador.

– Distribuidor: responsável por vender as cotas do fundo, podendo ser o próprio administrador ou terceiros contratados por ele. Os maiores distribuidores de fundos no Brasil são os bancos de varejo. Contudo, os fundos também são distribuídos por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

– Auditor independente: é responsável por emitir relatório sobre as demonstrações financeiras do fundo e sobre o cumprimento das normas operacionais por parte do fundo de investimento, sendo figura fundamental para transmitir maior credibilidade e transparência para os investidores.

  • QUAIS SÃO OS RISCOS DE INVESTIR?

O risco de um fundo de investimento dependerá da classe de ativos em que ele investe. Mas de forma geral, um fundo está exposto ao risco de crédito, ao risco de mercado e também ao risco de gestão.

– Risco de crédito: se refere à possibilidade do fundo levar calote em alguns dos ativos em que investe. A exposição a este risco é comum em fundos de renda fixa, principalmente os que investem em debêntures ou CDB’s de bancos com risco de quebrar.

– Risco de mercado: refere-se às movimentações de preços. Na renda fixa, este risco está presente tanto para fundos que investem em títulos prefixados quanto para os que investem em títulos atrelados à inflação. Também é bem presente em fundos de renda variável, como multimercado e fundos de ações. Mudanças no cenário político e econômico e andamento de setores específicos são exemplos de fatores que impactam no risco de mercado.

Risco de gestão: refere-se a possibilidade do gestor do fundo não escolher bons ativos para compor a carteira do fundo. Nestes ativos incluem-se aqueles que não apresentaram uma boa performance em relação ao risco assumido, ou ainda ativos que acabam por apresentar um alto risco de crédito, por exemplo.

  • PERFIL DE RISCO E OBJETIVOS

 Investidores com perfil de risco conservador devem concentrar mais seus investimentos com rentabilidade mais previsível, como é o caso dos fundos DI ou que investem em ativos de renda fixa pós-fixados. Esses investidores devem manter apenas uma pequena parcela em ativos mais voláteis, como fundos multimercado ou de ações.

Já aqueles que possuem perfil de risco mais agressivo podem expor suas carteiras a uma maior volatilidade, aplicando um maior percentual em fundos multimercado e fundos de ações, por exemplo, deixando apenas uma participação mínima em renda fixa pós-fixada, que acompanha o CDI.

CONCLUSÃO

Investir em fundos de investimento é uma ótima forma de diversificar a carteira e ter acesso a uma gestão profissional, com uma equipe de analistas e gestores acompanhando o mercado em tempo integral, sem precisar de muito capital para isso. Alguns fundos possuem uma maior exposição ao risco e buscam maiores retornos que outros. Por isso, o investidor precisa conhecer a estratégia e a política de investimento do fundo para conseguir analisar se está coerente tanto com seu perfil de risco, quanto com os seus objetivos pessoais e familiares.

Até a próxima!

Ricardo Eduardo – Consultor de Economia W1