Quais os melhores investimentos para alocar a reserva de emergência

Perda de renda, acidente pessoal, doença ou até a morte de um familiar. Quem já lidou com um desses dramas sabe exatamente a importância de ter dinheiro guardado. A dúvida de muitos é, por onde começar a poupar? Quais os melhores investimentos para montar uma reserva de emergência?

O valor da precaução, infelizmente, só se torna evidente para muitas pessoas diante da necessidade. Um estudo recente divulgado pelo Ibre/FGV revelou que a crise causada pela Covid-19 deixará 12,6 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, elevando a taxa atual de desemprego de 11,6% para 23,8%.

As crises são cíclicas, isso quer dizer que elas vêm e vão, e os imprevistos sempre acontecem. Se, além de preocupação, o novo coronavírus lhe trouxe a certeza de nunca mais querer viver em meio às incertezas e ao malabarismo financeiro, é hora de criar a sua reserva de emergência.

Guardar dinheiro ainda é uma tarefa difícil para muitos brasileiros. Quando a crise bate à porta, então, parece impossível. Poupar para o amanhã, no entanto, é a única alternativa para uma vida mais tranquila. Já imaginou deixar de pegar dinheiro emprestado e começar a emprestar e receber com juros? Isso é possível, e vamos mostrar como.

Quanto deixar na reserva de emergência?

Pense se, no meio desta crise, você tivesse recursos para pagar suas contas e manter seu padrão de vida por alguns meses? Com certeza, estaria mais tranquilo. Especialistas em finanças pessoais sugerem que o montante da reserva deve ser suficiente para cobrir suas despesas por seis meses.

Montar a reserva de emergência exigirá comprometimento e levará algum tempo, mas certamente valerá a pena. Se você tem dificuldades em guardar dinheiro, o ideal é programar uma transferência automática da sua conta bancária todos os meses.

Outra passo importante para ter mais controle dos gastos e, logo, conseguir economizar mais para a sua reserva é anotar todas as suas despesas. Faça anotações diárias sobre cada centavo gasto e, ao fim do mês, veja quanto do seu orçamento tem sido mal aproveitado, o que pode ser reduzido, poupado ou usado melhor.

Parece simples, e de fato é, mas colocar essas medidas em prática exigirá disciplina e persistência, um novo aprendizado sobre como lidar com o dinheiro.

Poupança e reserva de emergência

Se a reserva será usada em emergências, o acesso a ela precisa ser rápido, mas isso não significa deixar o dinheiro embaixo do colchão. A facilidade de acesso ao dinheiro investido é chamada de liquidez no mercado financeiro.

A poupança é um bom exemplo de investimento com liquidez, já que é possível sacar recursos de forma bem simples, mas a sua rentabilidade pode, em alguns cenários, ficar até mesmo abaixo da inflação. Na prática, isso significa que o seu dinheiro pode valer menos.

Existem duas regras para a remuneração da caderneta: a poupança antiga e a poupança nova. No primeiro caso, todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% por mês (ou 6,17% ao ano) + a Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada.

Já os depósitos feitos depois dessa data seguem um novo cálculo: quando a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano (como agora), a poupança rende 70% da Selic + a TR. Logo, se a Selic atual é de 3,75%, o rendimento da poupança nova é de 2,63% ao ano.

Assim, temos em abril de 2020: a poupança velha com 6,17% de rentabilidade e a poupança nova com 2,63% de rentabilidade. Esses números ainda não representam a rentabilidade real da caderneta brasileira, porque para isso é necessário descontar a inflação, atualmente projetada em 2,52% (boletim Focus de 13 de abril).

Logo, para quem tem recursos rendendo pela poupança velha, a caderneta ainda é uma boa opção e pode ser usada para guardar a reserva financeira. Já pela nova, os ganhos são quase nulos. Mas atenção: muitas pessoas que fizeram depósitos na poupança até maio de 2012 acreditam que os novos depósitos ainda são remunerados pela regra antiga, o que não é verdade.

Onde investir a reserva de emergência?

Agora que você já sabe que a reserva de emergência precisa ter liquidez e render mais do que a inflação, vamos apresentar alguns investimentos que, no cenário atual, conseguem atender a esses dois requisitos. São eles: Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e alguns fundos DI.

O Tesouro Selic é o investimento mais seguro do mercado e rende 100% da taxa Selic, ao contrário da poupança, que rende apenas 70%. A liquidez e a rentabilidade do Tesouro Selic são diárias, garantindo acesso rápido aos recursos e ganhos diários. Já a poupança só rende quando completa um mês de investimentos, saques antes do aniversário da aplicação não rendem. É possível começar a investir em Tesouro Selic com valores pouco abaixo de R$ 110,00 e, embora haja cobrança de Imposto de Renda, esse investimento ainda pode ter rentabilidade melhor do que a poupança, principalmente no longo prazo. Como a alíquota do IR é regressiva, quanto mais tempo o dinheiro permanecer investido, menor será o imposto pago.

Existem outros títulos disponíveis no Tesouro Direto, mas o Tesouro Selic é o que oferece menor volatilidade. Portanto, é o único, do Tesouro Direto, indicado para sua reserva de emergência.

O Tesouro Selic é um título público, o CDB é um título privado. Ambos funcionam da mesma forma: o investidor empresta dinheiro para o governo (Tesouro Direto) ou para uma entidade privada (CDB) e, em troca, recebe o pagamento de juros.

Existem no mercado CDBs com liquidez diária e que rendem todos os dias. Mas para conseguir alguma rentabilidade é preciso encontrar CDBs que remunerem pelo menos 100% do CDI e cobrem taxa de administração de, no máximo, 0,5%. Dificilmente o gerente do banco terá um produto financeiro com essas características, mas você encontrará CDBs assim em corretoras de valores, como a Genial Investimentos.

Existem fundos DI que podem ser uma boa opção para a reserva de emergência? Sim, mas apenas aqueles que investem exclusivamente em títulos públicos pós-fixados, ou seja, no Tesouro Selic ou em títulos privados vinculados a CDI . Com a taxa Selic em patamares mínimos históricos, alguns fundos DI mais agressivos investem em títulos privados de prazos mais longos e, assim, podem sofrer pequenas perdas. Logo, em uma crise como a que estamos vivendo, a sua reserva de emergência ficaria sujeita a perdas, e esse certamente não é o seu objetivo. A reserva precisa ser segura, acessível e não pode se desvalorizar.

Ainda, assim como no exemplo dos CDBs, a taxa de administração do fundo precisa ser de até 0,5% para valer a pena. Se tiver dúvidas, converse com seu assessor de investimentos da Genial, ele pode recomendar os melhores fundos e CDBs para sua reserva de emergência

Como investir a reserva de emergência?

Diferentemente de outros investimentos, a reserva de emergência não deve ser vista como uma oportunidade para aumentar o seu patrimônio. Ela precisa ser o seu socorro e a sua segurança em meio aos imprevistos. Por isso, o objetivo não é encontrar os investimentos mais rentáveis, mas sim aqueles que podem oferecer proteção financeira com liquidez.

Infelizmente, a alta concentração bancária brasileira limita a oferta dos melhores produtos financeiros aos grandes investidores, mas é possível começar a construir a sua reserva de emergência com pouco dinheiro por meio das corretoras de valores. Na Genial Investimentos, por exemplo, a abertura de conta é gratuita e não existe taxa de corretagem para compra de Tesouro Direto.

Fonte: Blog Genial Investimentos