Seguro de Vida ou Previdência Privada?

Para a maioria das pessoas, a resposta para essa questão deveria ser previdência privada e seguro de vida. Um não substitui o outro. O seguro de vida oferece garantia caso a vida acabe antes do esperado; e a previdência privada, caso a vida seja tão ou mais longa do que o imaginado.

Muitas pessoas dizem que não se preocupam com o futuro e que não fazem seguro de vida porque não pretendem morrer tão cedo, tampouco contratam uma previdência privada, pois defendem que podem morrer antes de se aposentarem.

Existe uma tendência de pensamento que defende a felicidade imediata, pois o passado, passou. Nesse sentido, o futuro seria apenas uma possibilidade; e a nós restaria focar no presente, pois é a única coisa que existe de fato, daí este nome: Presente!

A receita é muito bonita e atrativa, à primeira vista, mas carece de compreensão de como funciona a mente humana. Nós, homo sapiens sapiens, nos diferenciamos dos outros animais pela nossa capacidade de elaborarmos pensamentos complexos, ou seja, de refletirmos sobre nossos problemas passados e projetarmos soluções para o futuro. A capacidade de ter pensamentos complexos permitiu aos humanos criar aquilo inexistente no mundo natural.

Nosso cérebro é uma máquina fantástica, que está sempre ponderando sobre o passado e se preocupando com o futuro. Não tem um interruptor para nos fazer pensar apenas no presente.

Queira ou não, o homem tem preocupações acerca de seu futuro e o de seus descendentes. Muitos podem até fazer de conta que não se preocupam com o que vai acontecer amanhã, mas só o que conseguem é isso mesmo: fazer de conta.

Temos aqui, então, um paradoxo: não se preocupar com o futuro compromete a nossa qualidade de vida no presente, o tão almejado presente. Quando nos preparamos para imprevistos e para a velhice conseguimos reduzir nossas preocupações com o futuro e ganhamos mais tranquilidade para aproveitar o momento corrente.

Então, voltando às questões práticas, um plano de previdência consiste em aplicações mensais que devem ser feitas ao longo de muitos anos – uma reserva financeira – para complementar a renda na época da aposentadoria.

Existem duas modalidades principais de planos de previdência: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). A diferença básica é que no PGBL os contribuintes que declaram o Imposto de Renda pelo formulário completo conseguem abater as contribuições, limitadas a 12% da renda bruta tributável, ou seja, conseguem postergar o momento do pagamento do IR. O VGBL é indicado para quem declara o IR pelo formulário simples ou que querem depositar mais de 12% da renda, nesse caso, quando forem receber a renda, só pagarão IR pelo rendimento, e não pelo principal.

Investir em um plano de previdência é acreditar que vamos viver muito, é se preparar para passar uma velhice tranquila. Entretanto, imprevistos podem acontecer, e não queremos deixar as pessoas que amamos desprotegidas. Para isso, existe o seguro de vida. O seguro de vida serve para proteger aquelas pessoas que amamos caso nossa vida termine antes do planejado.

Como, para a maioria das pessoas, é recomendável ter um plano de previdência e um seguro de vida, existem muitos produtos que combinam as duas modalidades. Há planos de previdência com coberturas adicionais e opcionais, que funcionam como seguros. É o caso da pensão por prazo certo; da pensão para cônjuge ou companheiro; e da pensão para filhos menores. Vamos explicar cada uma a seguir.

A pensão por prazo certo garante, no caso de falecimento do contribuinte, um pagamento fixo durante um determinado tempo, definido por quem contrata o plano. Pode ser, por exemplo, o tempo necessário para os filhos terminarem os estudos.

A pensão para cônjuge ou companheiro garante o pagamento vitalício de um valor mensal caso o participante do plano venha a falecer durante o período de cobertura. O montante a ser pago é determinado pelo cliente no momento da inscrição no plano. Uma vantagem é que o valor não precisa entrar em inventário, o que também representa um excelente instrumento de planejamento sucessório.

A pensão para filhos menores é semelhante à para cônjuge/companheiro, porém, neste caso, garante o pagamento de uma quantia mensal em partes iguais aos filhos menores de 21 anos, caso o participante do plano venha a falecer durante o período de cobertura.

Com um bom plano de previdência e um bom seguro, com certeza, você terá mais tranquilidade e paz de espírito para trabalhar e aproveitar a vida. Quer saber mais? Converse com nossos especialistas!

Fonte: Blog Genial Investimentos